Primeiros Socorros

INTRODUÇÃO

Seguem os protocolos para atendimento, em situações de emergência, no Jardim Botânico Municipal de Bauru. Os protocolos foram elaborados, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Bauru, por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), no ano de 2018.

Informamos que estes protocolos foram organizados após treinamento, realizado pela equipe do SAMU, aos funcionários do Jardim Botânico. Independente da gravidade da situação procure sempre por um funcionário para orientações.

PROTOCOLOS PARA SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA: JARDIM BOTÂNICO MUNICIPAL DE BAURU

Independente da ocorrência e das condições da vítima atentar-se para as seguintes orientações:

  • Nunca transportar a vítima em carro particular;
  • Não oferecer qualquer remédio à vítima;
  • Em caso de dúvidas, acionar o SAMU (192) para orientações;
  • Identificar a gravidade da situação.

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA FERIMENTOS LEVES E/OU SUPERFICIAIS

  • Lavar o ferimento com água e sabão (em caso de escoriações).
  • Não se deve usar o iodo
  • Proteger o ferimento com gaze ou pano limpo;
  • Não tentar retirar farpas, vidros ou partículas de metal do ferimento; (ou qualquer outro corpo estranho).
  • Não colocar pastas, pomadas, óleos ou pó secante;

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA FERIMENTOS EXTENSOS E/OU PROFUNDOS

  • Não lavar para não aumentar o risco de hemorragia;
  • Não remover objetos fixados no ferimento; (independente do objeto e do local afetado).
  • Cobrir o ferimento com pano limpo e pressionar para cessar hemorragia; (não retirar o curativo até o socorro chegar, não devemos retirá-lo para observar se o sangramento parou, se mesmo assim continuar sangrando, colocar outro curativo, ou pano limpo sobre o primeiro). Se o sangramento ainda assim persistir, elevar o local afetado acima do nível do coração (quando possível), ou pressionar com uma das mãos antes do local ferido (válido para membros superiores ou inferiores, caso seja necessário).
  • Em caso de ferimento no abdômen, com evisceração (saída de órgãos do abdômen), cobrir o local com curativo ou pano limpo úmido, nunca pressionar ou tentar recolocar na cavidade novamente. Aguardar socorro. Não dar água a vítima.

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA FRATURAS

  • Colocar a vítima em posição confortável;
  • Expor o local: cortar ou remover as roupas, atentando para não movimentar o local afetado, caso não haja outra forma movimentar o mínimo possível, pois há riscos de piora do local afetado, evoluindo para hemorragia.
  • Controlar hemorragias e cobrir feridas antes de imobilizar.
  • Imobilizar usando talas, madeiras, tábuas, jornais, revistas, panos; (utilizar imobilização somente quando houver demora no socorro).
  • Não tentar colocar o osso “no lugar”; (risco de hemorragia e morte por hipovolemia, perda excessiva de sangue).

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA ANIMAIS PEÇONHETOS

  • Acalmar a vítima;
  • Tentar identificar o animal ou características principais;
  • Deitar a vítima;
  • Não deixar a vítima caminhar;
  • Não oferecer álcool, querosene ou infusões à vítima;
  • Não fazer torniquete;
  • Não cortar a pele;
  • Não chupar o ferimento;
  • Observar sinais de piora;

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR)

  • Verificar se a pessoas está consciente balançando pelos ombros e chamando-a em voz alta;
  • Se a pessoa não responder e não estiver respirando (movimento do tórax) ligar 192 anunciar que tem uma PCR (Parada Cardiorrespiratória) e iniciar a RCP (Ressuscitação Cardiorrespiratória).
  • Liberar vias aéreas superiores, inclinando a cabeça para trás; (se não for vítima de trauma, que evoluiu para PCR). Pois se houver trauma, podemos agravar o quadro da vítima, risco X benefício;
  • Iniciar as compressões torácica (Ressuscitação Cardiopulmonar – RPC), sendo 30 compressões torácicas para duas ventilações por minutos, numa frequência que tem que ser no mínimo 100 batimentos por minuto (bpm) e no máximo 120 batimentos por minuto (bpm). Aproximadamente 2 compressões por segundo.
  • A cada 2 minutos contínuos trocar o socorrista que efetua a manobra de RCP, que só deverá ser interrompido quando o socorro chegar ou exaustão da equipe; (Priorizar as compressões para que seja efetiva as manobras e não demorar mais que dez segundos cada troca);
  • Não deitar a vítima em almofadas ou colchões macios, sempre superfícies planas e rígidas.

 

  • PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA AFOGAMENTO
  • Retirar a vítima da água;
  • Em caso de tosse, acalmar a vítima e repousá-la em local confortável e tranquilo, preferencialmente deitá-la do lado direito, do lado esquerdo apenas gestantes e obesos;
  • Manter a vítima aquecida. Casos de afogamento podem apresentar hipotermia, náuseas, vômitos, distensão abdominal, tremores, cefaleia (dor de cabeça), mal estar, cansaço, dores musculares, dor no tórax, diarreia e outros sintomas inespecíficos decorrentes do esforço físico;
  • Deitar a vítima do lado esquerdo para expelir a água;
  • Acionar Corpo de Bombeiros e SAMU;

 

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA CRISE CONVULSIVA

  • Afastar objetos e pessoas das proximidades vítima;
  • Evitar que a vitima caia bruscamente, quando possível;
  • Não impedir seus movimentos;
  • Retire óculos;
  • Utilizar material macio para acomodar a cabeça do indivíduo, como por exemplo; um travesseiro, casaco dobrado ou outro material disponível, para que não tenha um trauma na cabeça;
  • Posicionar o indivíduo lateralmente de forma que o excesso de saliva ou vômito escorram para fora da boca e a via aérea fique livre, após término das contrações musculares. Atentar para nova crise;
  • Afrouxar as roupas para que a pessoa respire melhor;
  • Permanecer ao lado da vítima até que ela recupere a consciência. Ao término da convulsão a pessoa poderá se sentir cansada e confusa.
  • Sempre providenciar transporte médico, independente se houve melhorar do paciente, pois a crise pode se repetir;

 

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA ENGASGAMENTO

  • Em caso de obstrução parcial das vias aéreas, acalmar e incentivar a vítima tossir, dando tapas leves entre as escapulas (costas parte de cima), não dar líquidos ou qualquer outra substância para ela ingerir, atentar para sinais de agravamento;
  • Se não desobstruir inicie a compressão do diafragma (manobra de Heimlich);
  • Se a obstrução for total, vítima ficará vermelha e não emitirá tosse;
  • Se inconsciente realizar manobra semelhante a RCP, com a vítima no solo;
  • Em bebês (< 1 ano): Dar 5 “golpes” no dorso x 5 compressões torácicas, no centro do tórax (RCP), com o bebê levemente inclinado para baixo, repetir a manobra até que volte a respirar ou até a chegada do socorro. Atentar para sinais de Parada Cardiorrespiratória;

 

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA CHOQUE ANAFILÁTICO POR PICADAS DE INSETOS

 

  • Acionar 192 ou 193 em caso de abelhas, marimbondos ou vespas
  • Afastar a vítima do agente de perigo;
  • Não há necessidade de remover o ferrão, pois pode haver múltiplas ferroadas;
  • Caso de obstrução total das vias aéreas, devemos acionar o socorro imediatamente e comunicar a gravidade do caso, pois fora do ambiente hospitalar ou da presença de equipe de socorro não temos como reverter esse quadro sem medicação especifica.

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA QUEIMADURAS

  • Acionar 192
  • Afastar a vítima do fogo ou de outros agentes que possam estar ocasionando ou ter ocasionado a queimadura;
  • Remover roupas, joias, colares, pulseiras;
  • Quando possível, NÃO retirar roupas sintéticas, pois podem ser retiradas junto com tecido íntegro;
  • Manter a superfície em baixo de água corrente. Em caso de queimadura com substância em pó, deve-se retirá-lo antes de colocar em contato com a água, pois pode haver reação química e piora da queimadura;
  • Cuidado quando houver queimadura por choque elétrico, antes de acessar a vítima, devemos certificar que a fonte energizante foi desligada;

 

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA CHOQUE ELÉTRICO

  • Ligar 193 e 192
  • Desligar a fonte elétrica e verificar se o local está seguro para a abordagem.
  • Acalmar a vítima e mantê-la deitada;
  • Em caso de PCR iniciar RPC;

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA INTOXICAÇÃO

  • Ligar 192 e 193
  • Identificar a origem do envenenamento: produtos químicos; frutos; sementes;
  • Manter a vítima deitada e acalmá-la;
  • Afrouxar vestes e retirar calçados;
  • Manter a vítima em local arejado;
  • Em caso de vômito deitar a vítima lateramente;
  • Levar embalagens ou amostras de sementes e frutos para identificação;
  • Ao acionar o socorro por meio do telefone 193 – Bombeiros, ter em mãos a embalagem do produto, no caso de produtos químicos.

 

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA DESMAIOS

  • Evitar que a vítima caia bruscamente (quando possível)
  • Ambiente está seguro;
  • Avaliar causas;
  • Se não oferecer risco ao socorrista ou a vítima manter deitada no mesmo local;
  • Afrouxar roupas e retirar calçados;
  • Elevar as pernas da vítima acima do nível do coração;
  • Acompanhar a vítima até um local fresco e arejado, caso esteja deambulando;
  • Não oferecer alimentos ou outras substâncias;
  • Se necessário realizar protocolo de trauma;
  • Se não houver melhora em 5 minutos, ligar 192.

 

REFERÊNCIAS

Brasil. Ministério da Saúde. Secretária de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Cartilha para tratamento de emergência das queimaduras/ Ministério da Saúde, Secretária de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012.

Brasil, Ministério da Saúde. Fundação Oswaldo Cruz. FIOCRUZ. Vice Presidência de Serviços de Referência e Ambiente. Núcleo de Biossegurança. NUBio. Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação Owaldo Cruz, 2003. 170p.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretária de Atenção à Saúde. Protocolos de Intervenção para o SAMU 192 – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.